Com Dadá Maravilha em campo Ponte lança campanha em prol do Outubro Rosa neste sábado, no jogo contra o Atlético-MG

O câncer de mama ainda é uma das grandes causas de morte de mulheres no Brasil, mesmo com altos índices de cura se detectado a tempo. Justamente para conscientizar as pessoas a respeito da doença ocorre o Outubro Rosa, um mês dedicado à divulgação de informações e realização de ações contra  este tipo de câncer, e assim como fez em anos anteriores a Ponte Preta entra em campo pelo Outubro Rosa.

A Macaca firmou parceria com Hospital da Mulher Professor Dr. José Aristodemo Pinotti-Centro de Atenção Integrada à Saúde da Mulher (CAISM) da Unicamp e com a Federação Paulista e neste dia 1º de outubro tanto a Macaca quanto o Atlético-MG entrarão em campo acompanhados por 22 mulheres vestindo camisas do Outubro Rosa. E nas costas dos uniformes da Macaca haverá referência ao CAISM e à campanha.

Graças a uma associação entre a FPF, a Américas Amigas e as Meninas de Peito, também serão oferecidas mamografias gratuitas para mulheres consideradas em grupo de risco. Basta se inscrever no site www.marqueesegol.com.br e preencher a agenda com todos os dados  solicitados. A partir daí o sistema fará o filtro com as devidas necessidades das pacientes  e em 12 horas as pacientes selecionadas receberão por email, SMS ou WhatsApp a informação da data e horário para realização dos exames e precisaram confirmar para assim efetivarem o agendamento – o cadastro será aberto no dia 1º e ficará disponível até o dia  5.

Uma carreta para a realização dos exames ficará na frente do estádio nos dias 6 e 7 de outubro, e as mulheres que tiverem alterações no exame serão encaminhadas ao próprio CAISM.

Dadá Maravilha

A partida de sábado terá presença no estádio do ídolo Dadá Maravilha,  que já atuou pela Ponte e pelo time mineiro, e é pai da atual coordenadora do CAISM.  Dadá irá entrar em campo antes da partida para trocar o laço rosa entre os times, símbolo da prevenção do câncer de mama. Outubro Rosa: vamos todos vestir essa camisa!

O CAISM

A criação do Hospital da Mulher Prof. Dr. J. A. Pinotti –Caism/Unicamp, em 1986, foi um marco na história da saúde pública brasileira, por tratar-se do primeiro centro dedicado à atenção integral e especializada à saúde da mulher em toda América Latina. A instituição começara a ser idealizada por um grupo de professores da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp ainda na década de 1960, quando teve início o curso de ginecologia para os alunos de medicina da Universidade. Até o início de 1986, o curso era ministrado nos porões da Santa Casa de Misericórdia de Campinas, símbolo da discriminação sofrida pela mulher nos serviços públicos de saúde na época. Romper com essa tradição e inaugurar um novo capítulo na história da saúde pública brasileira foi a missão inicial do Caism, primeiro e maior legado do Paism, o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, lançado em 1983 pelo Ministério da Saúde brasileiro.

Passados 30 anos desde a sua inauguração, o Caism consolidou-se como referência para o ensino, a pesquisa e a assistência altamente especializada à saúde da mulher e do recém-nascido, sempre atendendo através do Sistema Único de Saúde, o SUS. A região de abrangência do Caism no estado de São Paulo engloba 42 municípios e quase cinco milhões de pessoas, sem contar as milhares de pacientes de outras regiões que buscam o Caism todos os anos. Até o final de 2015, estima-se que o Hospital tenha realizado mais de 300 mil quimioterapias, 100 mil cirurgias e 250 mil internações. Atualmente, existem diversos hospitais brasileiros que procuram seguir o caminho desbravado pela primeira vez pelo Caism. Na Unicamp, quando se avalia a história da Faculdade de Medicina e de seu complexo hospitalar, costuma-se dizer que “a realidade ultrapassou o sonho”. E isso define muito bem a história do Caism.

Centro de alta resolutividade em câncer de mama

O combate ao câncer de mama é um dos carros chefes do Caism. Seu programa CARE (Centro de Alta Resolutividade em Câncer de Mama) permite a realização, em um só dia, de todos os exames necessários para esclarecer se uma paciente está com câncer, processo que, em outros centros, pode se estender por meses. A agilidade e eficiência dessa ação integrada de diagnóstico e tratamento do câncer de mama são absolutamente sem paralelo nos serviços públicos e privados de todo o país.

O CARE funciona da seguinte maneira: as pacientes com suspeita de câncer de mama são encaminhadas ao Caism pela rede básica de saúde. No Caism, elas são atendidas no início da manhã por um mastologista, que avalia quais exames são necessários para esclarecer o caso. Dentre esses exames, incluem-se mamografias, ultrassonografias ou até mesmo biópsias, todos podendo ser realizados no mesmo dia da primeira consulta, sem sair do Hospital. Após obtenção de um diagnóstico preciso da doença, entram em cena as ações integradas de tratamento, que, na maioria das vezes, começam pela cirurgia. Um dos princípios que norteiam essa etapa é o entendimento de que, para que a cirurgia tenha sucesso, a paciente deve estar psicologicamente amparada para enfrentar os abalos que naturalmente advêm do diagnóstico do câncer.

Para isso, profissionais de enfermagem e psicologia mobilizam-se para tranquilizar e orientar a paciente quanto aos procedimentos a serem realizados. Ao mesmo tempo, sua família é inspirada a apoiá-la nos cuidados necessários, inclusive emocionalmente. Outro diferencial dessa abordagem humanizada é a possibilidade de realização de cirurgias reconstrutivas da mama para todas as pacientes cujas condições clínicas permitam. Realizadas no mesmo dia e pela mesma equipe de cirurgiões responsável pela retirada do tumor, as cirurgias oncoplásticas ajudam a superar o impacto físico imposto pelo tratamento cirúrgico e combatem o famigerado temor da mutilação. Concomitantemente ao tratamento da doença, são acionadas as ações integradas de recuperação, destacando-se um dos maiores programas de fisioterapia pós-operatória de todo o país, que visa a garantir que a paciente desfrute novamente de sua vida de forma plena, com reestabelecimento rápido e efetivo dos movimentos dos braços, sobretudo do lado afetado pela cirurgia.

O apoio fisioterápico se inicia na etapa pré-operatória, estendendo-se para o pós-operatório com uma série de sessões semanais. Ao mesmo tempo, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais promovem diversas palestras de orientação às pacientes, contribuindo não apenas com sua reabilitação física, mas também psicossocial. Ao cabo de todas essas etapas, grande parte das mulheres tem seu tumor curado e está apta a retomar uma vida normal. Entretanto, para uma minoria delas, principalmente aquelas que tiveram o câncer diagnosticado em estágio avançado, não é mais possível ver-se livre da doença. Nesses casos, além de ofertar um tratamento que retarde a progressão do tumor, o Hospital possui uma rede de atendimentos paliativos integrados. O primeiro deles se dá no ambulatório de cuidados paliativos, em que as mulheres recebem suporte médico para lidar com a dor, efeitos colaterais de medicações e dificuldades com afazeres cotidianos. Soma-se ao ambulatório uma enfermaria de oncologia clínica, que assiste aquelas pacientes que, temporária ou permanentemente, não podem voltar para casa, pois necessitam de suporte com medições e tratamentos especializados. Com esse conjunto de ações integradas, o Caism completa um ciclo de assistência humanizada a mulheres com câncer de mama, abarcando desde o diagnóstico até o tratamento das complicações do final da vida.

Américas Amigas e Federação Paulista de Futebol oferecem exames de mamografia em estádios de grandes clubes paulistas

A Américas Amigas, ONG que luta pela redução da mortalidade por câncer de mama, o grupo Meninas de Peito e a Federação Paulista de Futebol promovem durante o mês de outubro a campanha “Marque esse Gol”, um mutirão de exames de mamografia nos estádios dos principais times paulistas: Palmeiras, Ponte Preta, Santos e São Paulo. Os atendimentos serão realizados gratuitamente em uma unidade móvel de atendimento à mulher, que ficará instalada por dois dias em cada clube, podendo atingir até 600 exames realizados ao longo dos 10 dias.

A campanha Marque esse Gol, idealizada pela Américas Amigas e pelas Meninas de Peito convida os clubes a esquecerem a rivalidade em campo e se unirem por uma causa nobre e importante para todos: a conscientização sobre a importância da realização do exame de mamografia para a detecção precoce do câncer de mama.

As mulheres interessadas em realizar o exame devem fazer sua inscrição no site da campanha (www.marqueessegol.com.br). As selecionadas receberão um email de confirmação com a data e horário do agendamento e deverão comparecer ao estádio escolhido, portando RG ou qualquer outro documento com foto. Além da mamografia, a Unidade Móvel também oferecerá exame de ultrassom diagnóstico, caso necessário.

Para Francisca Harley, presidente da Américas Amigas, é muito gratificante ver o crescimento do projeto já em sua segunda edição. “Em 2015, Corinthians e Palmeiras apoiaram a campanha e nos ajudaram a fazer o Marque esse Gol dar certo. Esse ano, além do Patrocínio da FPF, contaremos com o apoio de outros grandes clubes de São Paulo para proporcionar o exame a mais mulheres e poder dar a elas uma chance à vida. É esse tipo de parceria que faz o nosso trabalho do ano inteiro valer a pena”, comenta.

Para mais informações sobre a Campanha Marque esse Gol, acesse:www.marqueessegol.com.br

 

Sobre a Américas Amigas

A Américas Amigas é uma organização não governamental que luta pela diminuição do número de mortes por câncer de mama no Brasil, especialmente entre a população de baixa renda. Fundada em 2009, a ONG já beneficiou mais de 12 estados brasileiros por meio da doação de 23 mamógrafos a hospitais públicos e instituições de saúde filantrópicas, além de já ter oferecido mais de 500 mil exames de mamografia e 16 mil horas de treinamento e capacitação para profissionais de mamografia. Para saber mais sobre a Américas Amigas, acesse: http://www.americasamigas.org.br

 

 

Sobre a Meninas de Peito

O Meninas de Peito é um grupo formado por mais de 3.800 mulheres diagnosticadas com câncer de todo o Brasil. O grupo tem como missão o compartilhamento de informações e experiências vividas por quem enfrenta ou já enfrentou a doença. Formado em 2011, também tem importante papel no auxilio e apoio psicológico às mulheres que têm medo ou receio de fazer exames de prevenção e/ou diagnóstico de câncer de mama, além do tratamento e cirurgia, caso a doença seja confirmada. Para saber mais sobre o Meninas de Peito, acesse: http://www.meninasdepeito.com.br/

 

Fonte: Ponte Preta

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